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Mar & Arte

Artesanato Urbano de Coisas Ligadas ao Mar (e outras)

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Artesanato Urbano de Coisas Ligadas ao Mar (e outras)

29.12.19

56 - Modelismo Naval 7.32 - "Glossário (e mais qualquer coisa) de Termos Náuticos - Grandes Veleiros 8"


marearte

 

ib-04.1.jpg

Caros amigos

  (Conclusão)

 

VENTO: Definição, Formação e Importância

O vento é uma força natural que resulta das variações de temperatura da atmosfera. Ocorre quando duas massas de ar de densidades diferentes (pressões diferentes) interagem. Os raios solares aquecem a terra, o ar e o mar (que representa mais de 70% da superfície planetária) de forma desigual. O ar quente fica mais leve e sobe, podendo atingir até 10 mil metros de altitude. Aparece um fluxo da região da maior pressão para a região de menor pressão, até estabilizar provisoriamente as pressões entre essas regiões. Esse é o processo inicial de formação dos ventos que também sofre a influência da rotação da Terra, humidade do ar, relevo e evaporação. A intensidade e direção do vento mudam a cada instante (a inconstância, é uma das características dos elementos da natureza).

 

Meteo.png

Por convenção, o vento recebe o nome de onde vem (vento leste, sul, etc). 

O VENTO REAL é aquele que percebemos quando estamos parados. Porém, quando nos deslocamos,

VENTO REAL combina-se com a nossa velocidade e direção, formando

VENTO APARENTE que é o mais importante para os cálculos de navegação e aerodinâmica, assim como para o ajuste das velas de uma embarcação.

Dependendo das condições atmosféricas em determinado local e hora, o vento real terá uma determinada direção e velocidade, que pode ir desde a sua total ausência até velocidades que podem atingir centenas de Km/h.

Os veleiros usam a força eólica como propulsora para as velas. Sem vento, os veleiros não progridem mas com vento acima de determinadas velocidades, torna-se impossível a navegação.

Escala de Beaufort classifica a intensidade dos ventos, tendo em conta a sua velocidade e os efeitos resultantes das ventanias no mar e em terra. Foi concebida pelo meteorologista anglo-irlandês Francis Beaufort no início do século XIX. Na década de 1830, a escala de Beaufort já era amplamente utilizada pela Marinha Real Britânica

A partir dos 118km/h – Furacão na escala de Beaufort – existem outras duas escalas para estes ventos superiores: a Escala de furacões de Saffir-Simpson (EUA) e a Escala Fujita (Japão).

No quadro abaixo estão referenciados os diferentes graus que vão do 0 (calmo) ao 4 (brisa moderada), situação em que o navio pode navegar com todo o pano, (incluindo velas auxiliares se necessário) tendo em atenção a necessidade de ferrar as velas superiores na medida em que o vento se aproxime do grau 5 (brisa forte).

Dos graus 5 (brisa forte) ao grau 9 (ventania forte) as velas devem ser ferradas dentro de um determinado esquema até ao navio ficar reduzido a 3 velas – “de capa”.

Do grau 10 (tempestade) ao grau 12 (furacão) deve-se navegar em “folha seca” correndo com o tempo e procurar abrigo em alguma enseada ou porto.

Escala Beaufort'

Grau

Designação

m/s

km/h

nós

Aspeto do mar

0

Calmo

<0,3

<1

<1

Espelhado

1

Aragem

0,3 a 1,5

1 a 5

1 a 3

Pequenas rugas na superfície do mar

2

Brisa leve

1,6 a 3,3

6 a 11

4 a 6

Ligeira ondulação sem rebentação

3

Brisa fraca

3,4 a 5,4

12 a 19

7 a 10

Ondulação até 60 cm, com alguns carneiros

4

Brisa moderada

5,5 a 7,9

20 a 28

11 a 16

Ondulação até 1 m, carneiros frequentes

5

Brisa forte

8 a 10,7

29 a 38

17 a 21

Ondulação até 2.5 m, com cristas e muitos carneiros

6

Vento fresco

10,8 a 13,8

39 a 49

22 a 27

Ondas grandes até 3.5 m; borrifos

7

Vento forte

13,9 a 17,1

50 a 61

28 a 33

Mar revolto até 4.5 m com espuma e borrifos

8

Ventania

17,2 a 20,7

62 a 74

34 a 40

Mar revolto até 5 m com rebentação e faixas de espuma

9

Ventania forte

20,8 a 24,4

75 a 88

41 a 47

Mar revolto até 7 m; visibilidade precária

10

Tempestade

24,5 a 28,4

89 a 102

48 a 55

Mar revolto até 9 m; superfície do mar branca

11

Tempestade violenta

28,5 a 32,6

103 a 117

56 a 63

Mar revolto até 11 m; pequenos navios sobem nas vagas

12

Furacão

>32,7

>118

>64

Mar todo de espuma, com até 14 m; visibilidade nula

 

Sem dúvida que já existem há bastante tempo barómetros e anemómetros que dão estas leituras mas, estou em crer que a maioria dos capitães e comandantes de veleiros comerciais ou de linha dos séculos passados baseavam-se no seu conhecimento prático para tomarem as decisões de navegação pertinentes para cada uma das situações que enfrentavam.

De qualquer forma, as normas que existem para redução do pano dos navios conforme os ventos, servem como tal e estão baseadas na prática. São normalmente cumpridas incluindo a sequência de abafar e ferrar as diferentes velas. No entanto, a sensibilidade dos capitães é que conta para determinar estas manobras – a sua oportunidade e a sequência.

Estas normas são as que se apresentam a seguir.

 

Desenho 10

 

As Velas e as Diferentes Forças do Vento

 

Ventos e Velas.jpg

 

Ventos de Força 0 a 4

Nesta configuração, com estes ventos de “calmo” a “brisa moderada” podem-se usar todas as velas do navio, incluindo as velas auxiliares “varredouras”, “cutelos” e “cutelinhos”, tendo o cuidado de ir ferrando as velas mais superiores, na medida em que o vento aumente de intensidade em direção à força 5.

 

Ventos até Força 5 – “Aparelho de Joanete”

Ventos 5.jpg

Nesta configuração podem-se empregar todas as velas com exceção do sobrinho, do sobrejoanete grande, do sobrejoanete da proa, da sobregatinha e da giba. Navega-se com “Aparelho de Joanete”.

 

Ventos até Força 6 – “Aparelho de Gávea Alta”

Ventos 6.jpg

Nesta configuração não são utilizadas as seguintes velas: sobrinho, sobrejoanetes, sobregatinha, joanetes, sobregata, giba, estai do sobrejoanete grande, estai do joanete grande e estai da sobregata. Navega-se com “Aparelho de Gávea Alta”.

 

Ventos até Força 7 – “Aparelho de Gávea Baixa”

Ventos 7.jpg

Nesta configuração, utilizam-se apenas as seguintes velas: velacho alto, velacho baixo, traquete, gávea alta, gávea baixa, gata, bujarrona baixa, estai do velacho, estai da gávea e estai da gata. Navega-se com “Aparelho de Gávea Baixa”.

 

Ventos até Força 8

 

Ventos 8.jpg

Nesta configuração, utilizam-se apenas as seguintes velas: velacho baixo, traquete, gávea baixa e estai do velacho. Não existe um nome específico que defina esta configuração de pano.

 

Ventos até Força 9 – “À Capa”

Ventos 9.jpgNesta configuração, utilizam-se apenas as seguintes velas: gávea baixa, estai do velacho e vela de capa. Navega-se, então, “À Capa”. O pano poderá ser ainda mais reduzido.

 

Vento Força 10 ou acima – “Árvore Seca”

Navega-se em “Árvore Seca”, ou seja, sem qualquer vela. Reduz-se ao máximo o pano, podendo ficar apenas com uma pequena vela, carregando-se o leme a sotavento ou a barlavento, de modo a conservar o navio o máximo chegado ao vento e com muito pouco seguimento. Nestas circunstâncias, o abatimento será grande. A capa pode ser “seguida”, caso haja seguimento suficiente para governar, ou “morta”, em caso contrário.

Conforme o estado do mar, o navio pode não se levantar sobre a vaga – “adormecendo” (não se levantando) – ou mesmo soçobrar. Neste caso, desfaz-se a capa e foge-se ao tempo com vento pela popa até que a situação melhore. A esta manobra chama-se “correr com o tempo”.

Mesmo com as velas todas ferradas, com vento de popa, dependendo da sua intensidade, é possível obter seguimento suficiente para governar o navio pois este, neste caso, é propulsionado apenas pela acção do vento no arvoredo. Pode-se concluir que, uma vez correndo com o tempo, muito provavelmente o navio estará a navegar em “Árvore Seca”.

 

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Todas as velas dos navios são necessárias e importantes para uma boa navegação mas algumas são mais importantes do que outras.

Entre as mais importantes encontra-se a Vela de Ré/Vela de Mezena/Grande Latino (Spanker/Driver) que, pela sua complexidade no que diz respeito à manobra e à sua correta utilização, merece uma análise mais aprofundada.

Todos os manuais sobre o aparelho dos navios à vela dedicam a esta vela algumas páginas sobre o desenho, confecção e manobra da Vela de Ré.

 

Desenho 11

 

A Vela de Ré

Vela de Ré.jpg

 

  • Vela de Ré Fixa (Standing Spanker/Driver) – Velas dos mastros Grande e Mezena, nos navios de 3 mastros. Embora exista no mastro Grande, normalmente neste mastro não tem retranca. Articulam-se com os mastros através de uma engrenagem chamada de “Mangual e Cachimbo” que, embora se encontre fixa no mastro permite uma articulação de 360o tanto da Carangueja como da Retranca. É uma “Vela Latina Quadrangular” – “Grande Latino” – (ver Desenho 11) tomando o lado que enverga no mastro (o mais vertical) o nome de “Testa” o superior de “Gurutil”, o inferior de “Esteira” e o que diz para a ré de “Valuma”. Estas velas são colhidas com carregadeiras, de encontro ao mastro.

 

  • Vela de Mezena (Carangueja) de Içar e Arriar (Hoisting Spanker/Driver) – Com características semelhantes à anterior, a diferença reside no modo de articulação da Carangueja e da Retranca com o mastro que, neste caso, se efetua através de “Bocas de Lobo” (embora apareçam bastantes exemplos de um Carangueja articulada com “Boca de Lobo” e de uma Retranca com “Mangual e Cachimbo”). Neste caso, a Carangueja pode ser içada e arriada correndo a Boca de Lobo sobre o mastro ficando “carrilada” com o auxílio de um conjunto de bolas que estão ligadas em arco à Boca de Lobo e abraçam o mastro – o “enxertário” – permitindo assim a sua subida e descida enfileirada com o mastro. Estas velas são colhidas descendo a Carangueja de encontro à Retranca.

Nota: Embora pareça haver uma distinção entre Vela de Ré (Spanker) e Vela da Mezena (Driver), (também conhecido por “Grande Latino”) esta distinção é muito subtil e raramente parece ser seguida. Na literatura da especialidade, é referida como tecnicamente correta mas, na prática, a maioria dos especialistas não lhe liga muita importância. Chega saber que existe.

 

  • Carangueja (Gaff) – Verga que trabalha encaixada por ante a ré do mastro real, destinada a sustentar o gurutil de uma vela latina quadrangular. Tem na sua extremidade da vante uma boca de lobo que abraça o mastro que permite o jogo total da verga. O lais da carangueja é chamado de penol, lais da pena ou pique. A parte entre o penol e a boca de lobo, que é a haste da verga, chama-se pena. As caranguejas podem ser de arriar ou fixas. A primeira tem duas adriças: da boca, que pega na boca de lobo e a do pique, passada no terço do penol da verga. Nos mastros de muita palha as caranguejas sobem o longo de uma vara chamada “frade ou fuso(Sail Track/Tramway/Railway). Nos navios à vela de arte redonda, com quatro mastros, as caranguejas são chamadas do traquete redondo, do latino grande, da mezena e da contramezena. Nos navios atuais, a carangueja do mastro mais à ré serve para passar no seu penol a adriça da bandeira nacional que é envergada com o navio em marcha.

 

  • Retranca (Boom) – Verga que serve para manter esticada a esteira da vela latina. Situa-se por ante a ré do mastro, com o qual se articula por meio de um garlindéu ou de mangual com cachimbo, podendo movimentar-se para ambos os bordos e para baixo e para cima. As velas latinas triangulares de proa podem ter na esteira uma retranca para auxiliar a manobra de caçar e “cambar” (manobra de mudar de bordo) (To gybe). Na retranca, é passada a escota que manobra a vela. A retranca toma o nome da vela onde trabalha.

 

1 – Adriça de Sinais (Signal Halliard) – Adriça que serve para içar sinais e a bandeira nacional quando o navio em movimento.

 

2 – Carregadeira (Inhaul) – Cada um dos cabos que carregam as velas latinas e os cutelos. Tomam o nome do lugar da vela em que trabalham. No Traquete e Grande Latino há, a contar de cima: carregadeira da pena, do meio da saia e do punho da escota que correspondem às carregadeiras usadas quando a vela é envergada em aros ou garrunchos.

 

3 – Cabos de Alar para Fora (Outhaul) – Cabos de manobra que impunem no punho da pena e no punho da escota e servem para reforçar a tensão da vela.

 

4 – Escotas e Moitões duplos (Sheets and Double Blocks) – Cabos de laborar que se prendem nos punhos das velas que servem (neste caso na própria retranca) para caçar e folgar os panos. Trabalham em moitões de 2 gornes.

 

5 – Vergueiro Metálico do Pano (Iron Jackstay) – Tubo metálico, solidamente chumbado por ante a ré do mastro, que serve para envergar a testa da vela.

 

6 – Braçadeiras com Mangual e Cachimbo (Gooseneck) – Braçadeiras metálicas (pode ser só uma, mais grossa) onde estão fixos os cachimbos dos conjuntos de articulação da Carangueja e da Retranca e onde encaixam os manguais destas vergas, permitindo uma movimentação das mesmas lateral e verticalmente.

 

7 – Carregadeira para um Moitão ligado ao mastro, por debaixo do Mangual e Cachimbo da carangueja (Inhaul to a Block at the Gooseneck) (Ver nº 2) Nas manobras de caçar o pano do Grande Latino serve para trazer junto ao mastro o punho da pena.

 

8 – Carregadeiras (para o mastro) (Brails) (Ver nº 2) Garrunchos por onde passam as carregadeiras da pena, do meio da saia e do punho da escota que trabalham em moitões fixos ante a ré do mastro na manobra de caçar o pano do Grande Latino.

 

9 – Cabos de Retenção (Guys) – Cabos que servem para manter fixa no local a retranca, trabalhando um por cada um dos bordos.

 

10 – Garrunchos Metálicos ou em Corda para prender a Vela (Iron or Rope Hanks to Sail) – Ilhoses de corda ou metálicos por onde a testa da vela é cosida ao vergueiro do pano.

 

11 – Cabos Esticadores do Penol da Carangueja (Gaff Span) – Entre o Penol da Carangueja e o Lais da Retranca – Cabo fixo que trabalha entre o penol da Carangueja e o lais da Retranca e que serve para manter a unidade do conjunto.

11a - Cabo Esticador do Penol da Carangueja (Gaff Span) – Entre o Penol da Carangueja e o Mastro da Mezena – Cabo fixo estendido entre o penol da Carangueja e um moitão fixado na zona inferior dos curvatões do mastaréu de joanete.

 

12 – Braçadeira para fixação de cabos da Retranca (5 pontos de fixação) (Single Band) – Braçadeira fixa no lais da retranca com 5 fixações onde cosem duas escotas duplas, o cabo esticador do penol da carangueja e dois cabos de retenção da retranca.

 

13 – Adriças (duplas) do penol da carangueja (Halliards to Cap & Doubling) – Adriças que serviam para suspender a carangueja trabalhando uma no penol e outra no terço da mesma e as duas em conjunto com a adriça da boca da carangueja.

 

14 – Guardins (Vangs) – dois cabos fixos que aguentam a Carangueja para cada um dos bordos.

 

15 – Vergueiro em madeira no lado inferior da carangueja (Wooden Jackstay bellow gaff) – Vergueiro em madeira (pode ser metálico) existente na parte inferior da Carangueja e que serve para suspender a vela ligada à verga…

ou

16 – A Vela fica suspensa diretamente da Carangueja (Laced to Gaff direct) – Neste sistema a vela fica suspensa diretamente da verga através de laçadas na mesma.

 

17 – Cadernal de 2 ou 3 gornes para a adriça da Boca da Carangueja (Throat Halliard) – Adriça que usava um cadernal com vários gornes donde se encontrava suspensa a Carangueja, que estava chumbado junto da Boca de Lobo e que suportava toda a carga para içar ou arriar a carangueja trabalhando em conjunto com as adriças do penol e do terço da carangueja.

 

18 – Boca de Lobo da Carangueja e Enxertário (Throat & Parral) – Encaixe da carangueja no mastro da mezena, aguentado nessa posição por um conjunto de esferas por onde passa um cabo (normalmente metálico) – o enxertário – que se destina a manter a boca de lobo abraçada ao mastro nos seus movimentos de içar e arrear a carangueja.

 

19 – Garrunchos para a Talha de Rizes (Reef Tackle Cringle) – Estes dois garrunchos servem para neles ser ligada um aparelho de força que facilita o alar da vela a fim de poder ser rizada. A sua localização coincide com as forras de rizes.

 

20 – Garrunchos para Empunidouros de Latino (Reef Pendant Cringle) – Os empunidouros são cabos delgados, fixos nos garrunchos dos punhos do gurutil e das forras dos rizes das velas redondas bem como nos punhos da pena e da boca dos latinos quadrangulares e que servem para fixar as velas aos laises das vergas quando se enverga ou riza o pano.

 

21 – Amantilhos (em Corrente Metálica) que ligam a Aparelhos de Força que se encontram por debaixo dos Curvatôes do Mastro da Mezena (Topping Lifts to Blocks under Trestle Trees) – Cabo, teque, talha ou corrente encapelado no lais de uma lança, pau de carga, pau de surriola, pau de spinnaker, carangueja, verga ou retranca aguentando-o e servindo para o movimentar no sentido vertical.

 

22 – Cunhos Metálicos, em cada lado da Retranca, onde ligam os Empunidouros dos Rizes (Cleats each side for Reef Pendants) – Cunhos em metal para passar os cabos de empunidouro dos rizes

 

23 – Cadernais das Escotas (2 ou 3 Gornes) (Sheets) – São peças onde trabalham as escotas, ligadas diretamente à retranca, que permitem um ajustamento fino da mareação desta vela.

 

24 – Andorinhos da Retranca (em cada um dos bordos) (Boom Guys each side) – Cabos suspensos do pau de surriola ou da retranca, munidos de sapatilhos e que servem para se poder amarrar neles pequenas embarcações.

 

25 – Boca de Lobo ou Mangual e Cachimbo da Retranca (Throat or Gooseneck) – A retranca, nesta composição de Içar e Arriar pode ser de boca de lobo ou de mangual e cachimbo já que a mobilidade desta peça não é muita. Na manobra de içar e arriar a peça que se desloca é a carangueja.

 

26 – Forra em Cabedal (com Boca de Lobo) (Leather) – Forra existente no mastro da Mezena, por altura do contato da boca de lobo com o mastro que se destina a proteger ambas as peças do desgaste. Normalmente o material usado é o cabedal, mas pode ser outro tipo de material de proteção.

 

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Aqui termina esta série de verbetes do “Glossário de Termos Náuticos” dedicada aos Grandes Veleiros.

No total forma publicados os seguintes Posts:

33 em 08/09/2018 – “Termos Básicos de Náutica” e “Dos Mastros dos Grandes Veleiros”;

34 em 15/10/2018 – “Diagrama do Plano Velico de um Clipper dos Anos 1860’s (dos mastros e de outras partes dos navios)” e “Das Vergas dos Grandes Veleiros”;

51 em 03/10/2019 – “O Gurupés dos Grandes Veleiros” e “A Andaina dos Grandes Veleiros”;

52 em 21/11/2019 – “As Diferentes Partes da Velas dos Grandes Veleiros- 1”;

53 em 22/11/2019 –  “As Diferentes Partes da Velas dos Grandes Veleiros- 2”;

54 em 10/12/2019 – “O Aparelho Fixo e de Laborar dos Grandes Veleiros”;

55 em 10/12/2019 – “O Aparelho Fixo e de Laborar dos Grandes Veleiros - continuação” e ; “O Aparelho Fixo e de Laborar dos Grandes Veleiros - A”;

56 em 29/12/2019 – “As Velas e as Diferentes Forças do Vento” e “A Vela de Ré”;

 

 

Para a feitura dos verbetes que constam nesta série do "Glossário" foi consultada a seguinte bibliografia:

1 - "Tratado Prático do Aparelho dos Navios para uso da Companhia e Real Academia dos Guardas Marinha"; PEREIRA DE MELO, Fontes Pereira; Lisboa; 1836.

2 - "Tratado do Aparelho do Navio - com indicações práticas sobre o corte e fabrico das velas, manobras de mastaréus e vergas, embarcações de pequeno lote e miúdas, manobra das âncoras e amarras, avarias, reboques, etc"; BANDEIRA, João de Sousa (tenente da Armada); Lisboa; 1896.

3 - "The Elements and Pratice of Rigging and Seamanship"; STEEL, David; London; 1794.

4 - "Textbook of Seamanship"LUCE, S.B. (US Navy); New York; 1891.

5 - "Dicionário do Mar"; CHERQUES, Sérgio; S.Paulo; 1999.

6 - "English-Portuguese, Comprehensive Technical Dicionary"; SELL, Lewis L.; S. Paulo; 1953.

7 - "Dictionary of Naval Terms -English/Portuguese"; ESPARTEIRO, António Marques (captain); Lisboa; 1974.

8 - "Dicionário de Marinha - Português/Inglês"; ESPARTEIRO, António Marques (comandante); Lisboa; 1975.

9 - Para os Posts nºs 54 e 55 sobre o "Aparelho Fixo e de Laborar dos Grandes Veleiros"  foi usada informação constante no site "Jans-sajt.se", acedido em 05/12/2019.

Um Abraço, Bom 2020 e …

Bons Ventos