Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mar & Arte

Artesanato Urbano de Coisas Ligadas ao Mar (e outras)

Mar & Arte

Artesanato Urbano de Coisas Ligadas ao Mar (e outras)

22.11.19

53 - Modelismo Naval 7.29 - "Glossário (e mais qualquer coisa) de Termos Náuticos - Grandes Veleiros 5"


marearte

ib-04.1.jpg

 

Caros amigos

(continuação)

Desenho e fabrico das velas

 Fabrico das velas

É necessário um grande número de velas para um navio armado em galera, com aparelho completo, tipo “Clipper”.

Um dos edifícios que existia num estaleiro de fabrico de velas era normalmente montado como uma “sala de risco” (Local, no estaleiro de construção naval, onde é traçado em escala natural, o plano de linhas do navio e confecionados os moldes das peças e os planos de corte das chapas), que, neste caso, servia para o desenho em tamanho real e o fabrico das velas.

As velas de um Clipper eram confecionadas, cortadas e cosidas manualmente da maneira tradicional pelos fabricantes de velas mas o projeto das velas era desenhado por um arquiteto naval. Os fabricantes de velas também calculavam o “aluamento” (draft) e o “bolso” (belly of sail) da vela corretos, quando fosse o caso.

Era feito um rascunho da vela usando faixas de lona, algumas mais estreitas em alguns lugares. Era preciso experiência e habilidade para criar o rascunho correto. Os materiais tradicionais para o fabrico das velas eram lonas (de várias gramagens, de linho, de algodão, de manilha (musa textilis) e de cânhamo),fio de vela e o fio de carreta, com os quais se cosiam as velas, também eram feitos com materiais naturais. Ainda hoje existem fabricantes de velas que usam estes materiais na confeção de velas para réplicas de veleiros históricos ou para o restauro de originais, penso que na zona da Bretanha e na Escócia.

Materiais e ferramentas

Como já foi dito é necessária um edifício com uma sala nivelada e também uma grande mesa plana para assentar a vela. O pano de vela (Lona: tecido de linho, algodão ou outros materiais têxteis de que se fazem velas, toldos, sanefas, capas, etc., que se classificam de 00 as mais pesadas e resistentes até 12 as mais leves e de menor resistência. Denominam-se de lona as números 1 e 2, de meia-lona as números 3 e 4 e brim as números 5 e 6) de que são feitas as velas é fornecido em rolo ou em tiras com aproximadamente 60 cm de largura. Essas tiras são dispostas na mesa ou no chão, onde são marcadas e cortadas à medida. Para marcar, o veleiro usa uma fita métrica, esquadro T e lápis. O pano de vela é cortado com uma faca afiada.

Uma ferramenta útil para o fabricante de velas é o “banco de veleiro” (sailmaker’s bench). Obviamente, o banco é destinado a sentar-se durante o trabalho, mas também serve para armazenar ferramentas e materiais de maneira prática, para que tudo esteja à mão. O banco de um veleiro contém o “repuxo” (sailmaker’s palm) (Tira de couro ou lona que se coloca na mão direita ou esquerda, saindo o dedo polegar por um furo nele existente e tendo na parte que fica sobre a palma da mão, um dedal chato e circular. É usado para coser tecidos grossos como a lona, servindo o dedal para empurrar a agulha), um “malhete em madeira” (wooden stock) e um pequeno “gancho” com uma ponta afiada”; este gancho destina-se a aplicar tensão à peça de trabalho durante a costura, o que facilita a mesma. O banco do veleiro tem um pequeno compartimento no qual o novelo de fio de vela é colocada para impedir que ele role e fique embaraçado.

Outras ferramentas manuais adicionais usadas por um veleiro são:

  • Agulha de vela (sail needle): Uma agulha forte com uma ponta triangular afiada,
  • Fio de vela (twine): Fio forte para costurar as velas, tralhas e ilhós.
  • Furador (awl): Para criar um buraco em tecido de vela pesado ou em várias camadas de tecido de vela.
  • Borracha de costura (seam-rubber): Um cabo de madeira com forte "escarificador", feito de pau-santo/pau-ferro (lignum vitae”, uma madeira tropical) para vincar bem as costuras nas bordas de um pano de vela.
  • Cunha ou Punção (fid): Um pedaço de pau-ferro em forma de cone para a emenda de cabos ou a abertura de orifícios na tela de vela. A cunha é inserida entre os fios de uma corda para criar espaço através do qual outra peça de cabo pode ser inserida. A cunha também pode ser inserida num buraco no pano de vela, para que o buraco fique maior.
  • Passador (marlin spike/ marlinespike): Um cabo de madeira com um pedaço de metal que se afunila até à ponta, na forma de furador e que possui uma cavidade que se destina a cortar cabos. O passador é inserido entre os fios de um cabo e um fio de outro cabo é inserido através da seção oca do passador.
  • Punção oco (hollow punch): Um pino de metal com um orifício numa extremidade com uma aresta afiada e uma face plana na extremidade oposta para que possa ser atingido com um martelo. Os punções ocos estão disponíveis em vários tamanhos e diâmetros para fazer orifícios pequenos e grandes.

 

Procedimento

O pano de vela é fornecido em tiras longas ou em rolo. As tiras são cortadas no comprimento correto com a ajuda de um desenho da vela e o aluamento necessário é aplicado. A melhor maneira é desenhar a parte externa da vela no chão ou em cima da mesa e, em seguida, colocar o rolo ou as tiras em cima para marcá-las.

As tiras são então costuradas juntas até obter uma forma provisoria da vela. Isto é seguido por uma série de acabamentos que dependem da forma, da localização e da função da vela. A borda externa da vela é dobrada numa bainha, e é reforçada com um cabo costurado normalmente com “ponto de palomba” ou “pelo redondo” ou “pela cocha”. Essa borda é conhecida como "tralha" (bolt rope). “Anéis” (loops) de cabo são cosidos à tralha e irão servir para ligar os cabos para manusear a vela. Ilhoses reforçados com anéis – de corda ou de metal – são colocados na vela para prendê-la à verga, para rizar a vela (amarrar a vela num ponto mais alto da mesma para reduzir a área da vela quando o vento sopra forte) e para prender os cabos de manobra.

 

Guia passo a passo para costurar uma vela

Uma vez medidas as tiras da vela, marcadas e cortadas, as mesmas são costuradas usando uma agulha reta. Para isso, os fabricantes de velas colocam 2 faixas parcialmente sobrepostas em 3 cm, por exemplo. Antes de costurar a costura completa, prendem as tiras pela zona da costura, primeiramente com um alinhavo a cada 50 cm. É usado um ponto reto para costurar: costura-se sempre no mesmo sentido e repete-se constantemente o mesmo ponto mantendo a distância entre eles. Se se é destro, trabalha-se da direita para a esquerda; se se é canhoto, vai-se da esquerda para a direita. O fabricante de velas senta-se no banco de veleiro com as tiras sobre a mesa.

Com uma grande quantidade de linha, dá-se um nó no final da linha e insere-se a outra extremidade na fenda da agulha. É necessário manter a costura plana em cima da mesa. Trabalhe-se do fino ao grosso, empurrando a agulha para baixo na única camada de pano de vela e empurrando-a depois em direção à parte dupla da costura. Empurra-se novamente a agulha na diagonal na costura por aproximadamente 5 mm ao longo da mesma, através das 2 camadas de pano de vela. O segundo ponto é feito cerca de 1 cm mais adiante (normalmente são feitos 7 pontos num comprimento igual ao tamanho da agulha). É necessário “ganhar mão” e certificar-se de que os pontos são do mesmo tamanho e uniformemente espaçadas, para criar um padrão regular.

Depois de costurar a costura de um lado usando um ponto liso (ponto de costura), vira-se a vela e costura-se a mesma costura do outro lado, usando também um ponto plano. São assim costuradas todas as tiras dos dois lados da costura com uma costura plana e um ponto liso, a fim de criar a forma básica da vela.

Os 4 cantos das velas são reforçados pela costura com pano de vela para criar mais camadas; até 5 ou 6 camadas de espessura de tecido de vela. Essas camadas são novamente costuradas na vela usando o fio de vela. Logo que a forma básica da vela esteja pronta e os cantos tenham sido reforçados é criada uma bainha de alguns centímetros a toda a volta. Dependendo do tamanho da vela esta operação é feita com a vela na mesa ou no chão. Em seguida é dobrada a borda da vela cerca de 4 centímetros e é feito um vinco, forçando este vinco com a “borracha de costura” de madeira. Isto é feito pressionando a “borracha de costura” sobre o vinco e fazendo-a deslizar ao longo do mesmo várias vezes enquanto se aplica força para que o vinco permaneça bem vincado no pano de vela.

Depois da bainha dobrada e vincada em toda a volta, é costurada a bainha usando um ponto liso. O fabricante de velas senta-se no banco do veleiro usando o “repuxo” e o “gancho” para esticar a peça de trabalho ao costurar a bainha e fio que está no compartimento do banco. Para costurar, usa a agulha de vela e o “repuxo” para empurrar a agulha através do pano de vela Por vezes é necessário usar um alicate para puxar a agulha através do pano de vela. Em locais onde a vela tem mais de 2 camadas de espessura, deve ser usado o furador para pré-perfurar as várias camadas de pano de vela através das quais se pode empurrar a agulha. Várias camadas de pano de vela umas sobre as outras são tão fortes que muitas vezes não se consegue empurrar a agulha de vela manualmente.

Todos os lados da vela são reforçados costurando uns cabos fortes que são chamados "tralhas". Para velas grandes, deve ser usado um cabo mais grosso e um cabo mais fino para velas pequenas. Este cabo é costurada em cada um dos lados da vela, na bainha da vela, a aproximadamente 1 cm da borda. Isto é feito costurando o cabo com ”ponto de palomba pela cocha”. Os pontos devem ser dados na mesma direção que o sentido da “cocha” do cabo. O próximo fio é então costurado mais adiante, e assim por diante.

Antes de costurar os cabos da “tralha”, primeiro era necessário fazer os “olhais” que são laços e alças em cabo aplicados às velas, através dos quais passam os cabos que permitem manobrar a vela. Para fazer estes olhais são usadas técnicas de “Arte de Marinheiro” que são usadas para fazer trabalhos em cabo, entre eles um sem número de nós. Estas habilidades não competem aos fabricantes de velas mas sim a marinheiros especializados. Estes olhais são amarrados aos cabos das “tralhas” das valumas nas posições corretas, antes de serem costurados nas velas. Cada vela tem um tamanho e função diferentes e, como resultado disso, os olhais também estão localizadas em diferentes posições. Isso depende da função e do desenho da vela.

No gurutil da vela, são feitos uma série de pequenos orifícios, chamados ilhós, através dos quais são passadas cabos para envergar a vela no vergueiro da verga. Esses ilhós são feitos da seguinte maneira: Um orifício redondo do tamanho necessário é perfurado através da tela de vela nas posições necessárias usando um furador e um martelo. Usa-se uma tesoura ou uma faca pequena para aparar os buracos feitos até ao diâmetro pretendido. Então são elaborados os ilhós usando corda. Isso é feito desenrolando 3 cordões de aproximadamente 500 mm de comprimento tendo cuidado para que as extremidades não se desenrolem fazendo uma falcaça provisória, passando um fio à volta de cada extremidade do cordão (“esganar” o cabo). Pega-se num cordão e faz-se um laço pelo seio, com aproximadamente 5 cm de diâmetro, certificando-se de que ambas as extremidades têm o mesmo comprimento. De seguida pega-se numa das pontas e começa a girar na direção do final do laço. Insere-se a extremidade com que se trabalhou através do laço certificando-se de que o fio está bem encaixado nos recessos do mesmo. Continua-se até que ele faça um círculo completo. Pega-se então na outra extremidade do cordão e torce-se o cordão ao redor do laço também na direção dessa extremidade inserindo a extremidade através do laço e certificando-se de que o cordão se encaixe perfeitamente nos recessos do laço. Continua-se até que todo o cordão tenha feito um círculo completo. O laço parece-se agora com um círculo feito com a mesma espessura de corda da qual foram usados os três fios. O resultado ficará ligeiramente mais grosso do que o diâmetro dos ilhós que vão ser usados.

Cada laço é equipado com um ilhó metido com uma certa pressão no meio do laço e são fixados no respetivo lugar usando 4 pontos de alinhavo de tal maneira que o orifício do ilhó esteja precisamente no centro do orifício efetuado na vela sendo então costurado ao redor do ilhó usando fio de vela. Isto é feito costurando repetidamente laços sobre o ilhó e através do pano de vela até que ele complete um círculo inteiro.

Dependendo do tipo de vela, mais faixas de lona são costuradas a toda a largura da vela a fim de reforçar as linhas dos rizes (bandas de rizes). São perfurados furos do tamanho necessário nessas bandas nas posições necessárias, usando um furador e um martelo. Também é usada a mesma técnica de fabrico de laços que são feitos com cordão de cabo, preenchidos com ilhoses do tamanho correto e cosidos na vela como anteriormente descrito. Pequenos comprimentos de cabo são inseridos através desses ilhoses para que a vela possa ser rizada (diminuída quando o vento sopra forte). Um nó é amarrado no final de cada um destes cabos, em cada lado do ilhó para garantir que a corda permaneça no lugar.

 

Falcaça do chicote de um cabo

A “falcaça” (whipping) é um trabalho da Arte de Marinheiro sendo a mais divulgada a que é feita nos chicotes dos cabos, passando voltas com um fio ou cabo de bitola fina, para evitar que os chicotes de descochem (desmanchem).

O “chicote do marinheiro” (falcaça) é o chicote mais seguro. As voltas de chicote são contidas pelas voltas de “esganamento” que prendem a corda e evitam que o chicote se descoche, danificando-se. Parece ser mais eficaz quando aplicado ao final de um cabo de três cordões – cada par de cordões de esganamento segue a torção do cabo e é acomodado na ranhura. Esse chicote pode ser usado igualmente bem em cabos trançados ou de nylon, mas é necessário um cuidado maior para distribuir as voltas de esganamento uniformemente ao redor do chicote.

 

Desenho 8

As diferentes partes das Velas dos Grandes Veleiros - 2

 

Desenho 8.jpg

 

O exemplo do desenho 8 é dado em referência a uma Vela de Gávea (inteira) mas em todas as outras velas redondas dos outros mastros a nomenclatura é igual e os olhais idênticos, normalmente em menor quantidade.

GI – Garruncho do Empunidouro (ou Impunidor); EC – Earing Cringle.

Garruncho - Anel feito de cordão de cabo, cosido em tralha de vela ou toldo, ou no punho de uma vela, com ou sem sapatilho, para receber escota, amante de bolina, empunidouro, etc. Mais para o final da segunda metade do século XIX estes garrunchos passaram a ser em metal cosidos nos mesmos locais das velas.

Glossário-Garrunchos.jpg

 

                        Sapatilho – Acessório para cabo, vela ou toldo, constituído por um aro oval ou circular, canelado, que serve para proteger e dar rigidez a uma mão que se costura ou em punhos de vela ou toldo. 

Glossário-Sapatilho e Mão.jpg

 

                                   Mão – Alça que se dá nos chicotes de um cabo, abraçando, às vezes, um sapatilho.

 

EmpunidouroCada um dos cabos delgados, fixos nos garrunchos dos punhos do gurutil e das forras dos rizes das velas redondas, bem como nos punhos da pena e da boca dos latinos quadrangulares e que servem para fixar as velas aos laises das vergas quando se enverga ou se riza o pano.

 

GR – Garruncho dos Rizes; RC; Reef Cringle.

Rizes (singular, Riz) – Pedaços de cabos finos passados nos ilhoses das forras de rizes e que servem para amarrar contra a verga o bolso que se forma ao rizar um pano.

            Rizar – Reduzir a área da vela por meio de rizadura ou enrolando a vela na verga. É manobra que se pratica quando o vento aumenta de força.

 

GTR - Garruncho da Talha dos Rizes ou do Lais; RTC; Reef Tackle Cringle.

Talha – Aparelho de laborar para desmultiplicar a força necessário para içar.

Glossário-Aparelhos de Laborar.jpg

GBo - Garruncho da Bolina; BC; Bowline Cringle.

Bolina – Cabo que se fixa no amante e poa das testas dos papa-figos, gáveas e joanetes para, nos ventos de través para a proa, chamar para vante o mais possível a testa de barlavento, para que não fique branda e o vento não tenha acção por ante a vante da vela. A bolina de sotavento vai folgada. Cada vela redonda, exceto o sobre, tem duas bolinas.

Amante – Cabo ligado à testa da vela redonda de papa-figo e joanete e que, com outro denominado poa, forma o pé-de-galinha da bolina das velas.

Poa – Cabo fixo nos garrunchos das testas de velas redondas, para segurar um dos chicotes do amante da bolina. 

 

GPE – Garruncho do Punho da Escota; CC ; Clew Cringle.

Escota – Cabo de laborar que se prende no punho das velas (punho da escota) e que serve para caçar ou folgar os panos. Nas velas redondas há uma escota por bordo e nas velas latinas apenas uma. As grandes velas de proa e de entre-mastros têm, para facilitar a manobra, uma escota com duas pernas: uma trabalha caçando o pano por sotavento enquanto a outra perna de barlavento vai folgada.

 

CP – Colchete do Punho; SC; Spectacle or Ring Clew Iron.

Colchete – Ferragem em forma de ferradura, colocada em cada punho da escota da vela e papa-figo, para aguentar nos olhais dois sapatilhos onde vão rematar, com costura de mão, as tralhas da testa e da esteira. Serve para nele se fixar a escota de arrastar. Os colchetes também são usados em punhos de velas latinas, em testas de velas redondas, costurados às tralhas, servindo de olhal para a passagem de cabos de laborar. (Ver desenho superior direito em Garrunchos)

 

GB – Garruncho da Apaga (Sergideira) de Testa; LC – Leechline Cringle

Apaga - Cada um dos cabos fixos nas testas dos papa-figos para prolonga-los com o gurutil, na manobra de carregar pano. São geralmente duas, uma por testa e fazem fixe no garruncho superior, passando depois nos gornes dos moitões cosidos nas vergas. Quando na gávea, tomam o nome de Sergideira ou Serzideira.

 

Briol; BuntlineCada um dos cabos costurados na esteira das velas de papa-figos e gáveas para carregar o pano de encontro à verga. Os papa-figos têm 4 e as gáveas tem 2 brióis.

Aluamento; Roach Line – Flecha da curva concava da esteira, formada em algumas velas, de punho a punho ou do punho da escota ao punho da amura.

Amura; Tack - Cabo com que se prende o punho de barlavento das velas de papa-figos; Fazem para a vante o mesmo serviço que as escotas fazem para a ré/ Cabo que serve para fixar o punho de barlavento das velas de cutelo, cutelinho e varredoura.

Cabo da Tralha; Bolt Rope Cabo que guarnece a orla da vela e a ela é cosido com ponto de palomba. Toma o nome do lado da vela que guarnece.

Forras dos Rizes; Reef Bands – Forra colocada onde se pregam os ilhoses que vão receber os rizes. As forras dos rizes, quando a vela tem mais de uma, são chamadas, de baixo para cima, primeira, segunda e terceira forra dos rizes.

Talha dos Rizes; Reef TackleAparelho de força destinado a auxiliar a faina de colher a vela pelos rizes.

 (continua)

Um abraço e…

Bons Ventos