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Mar & Arte

Artesanato Urbano de Coisas Ligadas ao Mar (e outras)

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Artesanato Urbano de Coisas Ligadas ao Mar (e outras)

29.01.14

5 - O Fabrico de uma Rosa-dos-Ventos


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Caros amigos

 

Como  curiosidade, o trabalho do fabrico das Rosas-dos-Ventos documentado fotográficamente:

 

 

 

1 - O Estudo da Carta e da Rosa-dos-Ventos

 

 

 

2 - Os Materiais e Ferramentas para o Desenho

 

 

 

3 - O Desenho da Matriz, do Original para pintar e o Estudo das Cores

 

 

 

4 - O Original pronto para pintar e Ferramentas de Desenho e Pintura

 

 

 

5 - A Pintura do Dourado

 

 

 

6 - A Pintura do Azul Marinho 

 

 

 

7 - A pintura do Escarlate

 

 

 

8 - O realce dos contornos e correcção de pequenas imperfeições

 

 

 

9 - A aplicação de Verniz anti UV

 

 

 

10 - A Rosa-dos-Ventos original e a cópia

 

 

 

11 - Tudo pronto para a montagem

 

 

 

12 - O Quadro da Rosa-dos-Ventos depois de 4 horas e 30 minutos

 

Até à próxima.

 

21.01.14

3 - Arte de Marinheiro 1 - Nós


marearte

 

 

 Caros amigos 

 

 No que diz respeito a "cordas", comecemos pela terminologia usada na marinharia.

 

Toda a gente sabe o que é uma corda, um cordel, uma guita. Pois a partir de agora estão impedidos de usar estes temos. São "cabos". Por piada diz-se que num navio só existem duas cordas - a corda do sino e a do relógio do comandante... se não for digital, digo eu.

 

Todas as profissões têm uma terminologia específica, muitas vezes só entendível pelos próprios. E este é um caso em que isso é levado ao extremo. Mesmo quando se consultam os dicionários de linguagem de marinharia, quer actual quer antiga, muitas vezes o resultado é frustrante. Querem um exemplo? Aqui vai!

 

O que é uma "chapa de arreigadas"? O verbete do dicionário diz: "Peça que envolve a garganta das arreigadas e onde encapelam os amantilhos". É a mesma coisa que eu explicar a teoria da relatividade em mandarim ao meu neto que tem 3 anos. É chinês. Só é entendível pelos iniciados.

 

Agora, se eu disser - embora caindo no risco de perder a precisão técnica e de ser acusado de iconoclasta - que é um sítio, num mastro por exemplo, onde são fixados cabos que servem normalmente para sustentação  e outras vezes também para movimentação, o meu neto continua a não perceber mas os adultos já têm um melhor entendimento do que se trata. E se eu apresentar um desenho, melhor ainda.

 

E eu não lhe posso chamar outra coisa senão "chapa de arreigadas" pois essa é a terminologia correcta. Chamar-lhe outra coisa, isso sim,  seria errado.

 

No entanto, para cada um dos nomes dos nós que constam nestes quadros vou dar uma explicação da sua aplicação e para isso vou tentar "traduzir" a linguagem ténica correcta para um português mais entendível pelos não iniciados.

 

É de notar que esta coisa dos nós não é só aplicável na marinha. Têm toda a aplicação no nosso dia a dia. Num dos quadros agora apresentados existe um nó que se chama "Nó direito pronto a disparar para os dois lados". O nome assusta. Parece uma arma de guerra que tenha a particularidade de matar o visado e o próprio atirador. Nada disso.  Trata-se, nem mais nem menos, do que o nosso prosaico... nó de atacadores!

 

Muitas vezes, a dificuldade de compreensão de determinadas coisas leva as pessoas a afastarem-se dessas coisas. E eu gostaria de passar a ideia que, a Arte de Marinheiro está para além dos quadros que todos nós conhecemos. Os nós, as pinhas, os coxins, as gachetas fazem parte da vida nos navios, mesmo dos actuais. Têm utilidade na manobra dos navios e, em especial no que diz respeito à navegação à vela, são como as porcas, os parafusos, as alavancas que articulam toda a complexidade da engenharia de um veleiro.

 

A ideia que preside à feitura dos quadros que são apresentados neste post tem a ver com a divulgação da Arte de Marinheiro - já suficentemente divulgada - mas de uma forma não só com outro enquadramento estético como também didáctico.

 

No que diz respeito à estética, a apresentação tradicional dos quadros de Arte de Marinheiro, salvo algumas excepções, é um bocado pesada, e só despertam o interesse de quem está ligado ao "metier". Por isso, fugi desse forma tradicional e tentei tornar os quadros mais leves e enquadráveis em ambiemtes actuais.

 

Por exemplo, o fundo tradicional destes quadros é de pano verde - ou outro material - a moldura em tons escuros e a indispensável cercadura de nós de esquadria e costumam ser grandes e estes quadros são apresentados com moldura de 32,8 X 27 cm, em madeira natural, com fundo constituído - no que diz respeito aos nós - pela reprodução de desenhos de arquitectura naval - se assim lhe podemos chamar - em tons de castanho, retirados do "Livro de Traças de Carpintaria" de Manoel Fernandez elaborado em 1616, cinco nós por quadro e apresentados duplamente numa forma digamos aberta que permite a análise da técnica de execução e noutra, "socados" ou seja, apertados. Nas costas dos quadros é apresentada a nomencltura dos nós bem como a sua utilidade. Alia-se assim a estética à didáctica.

 

As referências à utilidade foram retiradas do livro "Arte de Marinheiro" do Capitão-de-Mar-e-Guerra José Fernandes Martins e Silva - o meu manual de Arte de Marinheiro - que usa a referida terminologia de marinharia. Tentei "traduzir" os conceitos sublinhados e para isso usei o "Dicionário do Mar" de Sérgio Cherques na Edição de 1999.

 

Os conceitos básicos que neste momento são necessários - no que diz respeito aos cabos - serão o de bitola, chicotes e seio e para os compreender, suponham que têm um pedaço de cabo entre mãos. As duas pontas do cabo em que seguram chamam-se chicotes, a parte que fica entre os chicotes chama-se seio e a grossura do cabo é a bitola. A imagem que consta na referência "cabeço" do quadro 1.11/15 apresentado mais à frente também ilustra estes conceitos.

 

 

 

 

 

 

Arte de Marinheiro - Nós 1.1/5

 

1.1     – Laçada Singela: É o mais simples dos nós da Arte de Marinheiro.

1.2     – Nó de Azelha: Executa-se como se fosse uma laçada dada no seio de um cabo e serve para graduar provisoriamente um cabo, assinalando qualquer medida.

1.3     – Laçada Dobrada: Utiliza-se nos rosários das Bocas de Lobo.

1.4     – Nó Direito Vulgar: Usa-se para ligar dois cabos que não demandem muita força.

1.5     – Nó Torto: Tem largo emprego em diversos trabalhos de Arte de Marinheiro, nomeadamente nas Gachetas e nos Embotijos. Também pode ser usado para ligar dois cabos mas recorre facilmente.

 

 

rosários das Bocas de Lobo: Enfiada de caçoilos redondos (pequenas esferas ou cilindros com furo) que fecha a boca de lobo de uma carangueja de arriar:

 

 

Gachetas: Entrançado de cabo feito com merlin, fio de vela, etc., empregado para fins ornamentais e também de protecção. Existem diversos tipos e podem ser feitas com diferente número de fios:

 

Embotijos: Entrançados de fio com diversas aplicações a bordo para efeitos ornamentais ou com fins de protecção:

 

 

 

 

 

 

 

 

Arte de Marinheiro - Nós 1.6/10

 

1.6      – Nó Direito Pronto a Disparar para um Lado: Emprega-se quando se amarram dois chicotes com um Nó Direito e se espera que o nó soque muito com o esforço.

1.7      – Nó de Pega: Serve para facilitar a manobra de cabos, dando-lhes melhor pega. Deve utilizar-se sempre que se tenha de alar um cabo muito flexível e de pequena bitola.

1.8      – Nó de Pescador ou de Burro Singelo: Usa-se para emendar dois cabos de pequena bitola.

1.9      – Nó de Catau ou Catau de Espia Vulgar: Usa-se para encurtar cabos e/ou aproveitar cabos que estejam enfraquecidos em qualquer ponto do seu seio.

1.10    – Nó de Escota Singelo Vulgar: É um dos nós que é mais usado a bordo. Tem a propriedade de não socar quando molhado, razão pela qual é utilizado para emendar escotas. Usa-se para emendar cabos de bitolas diferentes ou feitos de materiais diferentes pois o Nó Direito, nestas condições, recorre.

 

 escotas: Cabos de laborar que se prende no punho das velas (punho da escota) e que serve para caçar (no sentido de "puxar") ou folgar os panos.

 

 

 

 

 

 

Arte de Marinheiro - Nós 1.11/15

 

1.11     – Lais de Guia Singelo pelo Chicote: Tal como o Nó de Escota este é um nó dos mais aplicados a bordo. Dá-se no chicotes de uma espia para o encapelar expeditamente num cabeço e nas boças das embarcações quando estas têm de ser rebocadas. Pode ainda servir de Balso.

1.12     – Lais de Guia Espanhol: Com as mesmas utilizações do anterior.

1.13     – Nó Coberto Derivado da Laçada: Utiliza-se para unir dois cabos de pequena bitola.

1.14     – Nó de Correr Cruzado: Utiliza-se para fazer a arreigada dum cabo, quando se deseja que esta seja tanto mais socada quanto maior for o esforço exigido.

1.15     – Nó de Correr ou Laço Vulgar: Com a mesma utilização do anterior.

 

cabeço: Peça de ferro existente no convés do navio próximo à borda ou no cais, que serve para dar a volta às espias. O desenho sguinte também exemplifica o que foi dito sobre o nome das partes dos cabos: 

 

 

boças: Nome genérico de vários cabos fixos em qualquer ponto das embarcações, destinados a aguentar sob esforço alguns objectos de bordo, outros cabos, amarras, embarcações, etc.:

 

 

arreigada: Arreigar = Fixar - No início deste post, no exemplo dado sobre a terminologia náutica, ja existe uma imagem de uma arreigada. 

 

 

 

 

 

 

Arte de Marinheiro - Nós 1.16/20

 

1.16     – Nó de Trempe, Nó de Oito ou Volta de Fiador – Singelo: Dado no chicote dum cabo serve para não o deixar desgornir um olhal ou gorne.

1.17     – Nó de Trempe, Nó de Oito ou Volta de Fiador – Dobrado: O mesmo que o anterior.

1.18     – Nó de Trempe, Nó de Oito ou Volta de Fiador – Singelo numa Mãozinha: O mesmo que o anterior

1.19     – Nó Direito – Pronto a Disparar para os Dois Lados: Emprega-se quando se amarram dois chicotes com um Nó Direito e se espera que o nó soque muito com o esforço. Também se emprega quando se pretende que o nó possa desfazer-se rapidamente.

1.20     – Nó Direito – Dobrado ou Nó de Cirurgião: Serve para unir dois cabos que portem em sentidos opostos e é também usado para rematar as suturas das intervenções cirúrgicas.

 

 desgornir: Saír do gorne:

 

 

 

 

 

 

Arte de Marinheiro - Nós 1.21/25

1.21     – Encapeladura de 2: Quando encapelada num mastro, o Nó de Encapeladura serve para substituir uma chapa de arreigadas, possibilitando a fixação de brandais, plumas, estais, etc., em número de 3

1.22     – Encapeladura de 3:O mesmo que a anterior, em número de 4.

1.23     – Encapeladura de 4: O mesmo que a anterior, em número de 5.

1.24     – Nó de Esquadria: Usa-se para fazer os cantos das molduras ou caixilhos executados com trabalhos de Arte de Marinheiro.

1.25     – Encapeladura de Anel: Serve para o mesmo das outras encapeladuras, em número de 4.

 

brandais: Cabos que aguentam os mastros para os bordos:

 

estais: Cabos que servem para sustentar os mastros para vante:

 

 

plumas: Cada um dos cabos que aguentam lateralmente, por exemplo, um pau de carga:

 

 

 

 

Esta série de quadros  consta de 25 nós que considero serem os essencias para a Arte de Marinheiro (há muitos mais tendo em conta as variantes) e estão à venda pelo preço de 35,00 Euros cada. Também se executam por encomenda com fundos diferentes (Cartografia, Blueprint e Planos)  e a moldura pintada de branco ou outras cores (com o acréscimo de 5,00 Euros).

 

Como os quadros das Rosas dos Ventos, para os comprar basta entrar em contacto para o email 

 

mareartenautilus@gmail.com

 

sendo a entrega feita pela através da PT ou de outra forma a combinar. Também pode contactar a "Tabacaria do Cinema" em Leiria (Teatro José Lúcio da Silva).

 

Estão previstas mais quatro séries que abrangem as Pinhas, os Coxins, as Gachetas e Diversos. Para quem o deseje, executo estes quadros na forma tradicional,

 

Um abraço

 

Mar & Arte

 

 

 

 

16.01.14

2 - Rosas-dos-Ventos na Cartografia Antiga Portuguesa 1


marearte

 

 

  

 

Caros amigos

 Rosas dos Ventos

 

Nas cartas iluminadas, os rumos ou «linhas de rumo» eram desenhados, a cores, a partir de «rosas dos ventos», semelhantes às das agulhas de marear, e cada cartógrafo tinha o seu estilo próprio de desenhar essas «rosas».

 

O norte destas «rosas» era representado por uma «flor de liz», símbolo empregado pelos portugueses e que depois se universalizou.

 

Também era uso representar o ponto cardeal «Leste» com outro símbolo, a maior parte das vezes, uma cruz, para indicar o lado do nascimento do Sol, isto é, o oriente, donde naturalmente o termo «orientar».

 

A cruz a indicar o leste de alguns mapas da Idade Média apontava, no Mediterrâneo, a Terra Santa. As cores das «linhas de rumo» nas cartas iluminadas eram as seguintes: a preto, os oito rumos principais cardeais e intercardeais, a verde, as oito meias partidas, e as dezasseis quartas, a vermelho.

 

In “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).

 

  

Ficha Técnica dos Trabalhos

 

As Rosas dos Ventos são desenhadas e pintadas manualmente por mim em cartolina Vergê branca tendo por base principalmente os fac-similes das cartas publicadas na obra “Portvgaliæ Monvmenta Cartographica” (PMC), editada em 1987 pela INCM. Naturalmente que não são cópias totalmente precisas dos originais.

 

Após o estudo da forma geométrica e respectivos pontos focais é executada uma matriz que serve de base para o trabalho

 

As tintas empregues são a tinta da china e diferentes cores acrílicas.

 

Para as cores das Rosas dos Ventos, já que na PMC a maioria das cartas se encontra em sépia, foram consultadas outras fontes nomeadamente uma edição de postais do Museu de Marinha e inevitavelmente, a Internet.

 

Estas fontes em conjunto com as anteriormente referidas e as obras do Professor Armando Cortesão e do Eng.º Luís de Alburquerque têm constituído as minhas principais referências para o estudo da cartografia antiga.

 

O emolduramento é feito em quadros tipo "clip" do tamanho A4 (29,7cm X 21cm) levando nas costas uma pequena informação onde consta o nome do cartógrafo, o ano de feitura da carta, a localização da carta e outras informações para referência.

 

Por vezes a data da carta é antecedida da sigla (c.). Isto quer dizer que a data apresentada é uma data aproximada (latim: circa).

 

A Rosa dos Ventos é recortada e colada numa cartolina amarelo dourado que serve de fundo, onde se encontra o nome do cartógrafo bem como a data da carta.

 

 

Como comprar 

 

Os quadros, além de decorativos têm valor didáctico e o custo de cada um é de 30 Euros + portes.

 

Basta entrar em contacto para o email indicado ( mareartenautilus@gmail.com ) e combinar quais os quadros pretendidos, a quantidade e a forma de entrega que será com um prazo de cinco dias úteis.

 

Neste momento pode encomendar quadros das Rosas dos Ventos que figuram neste post bem como as que estão na secção "Rosas dos Ventos na forja" no final do post.

 

 

  

 

Rumos 1 - Jorge de Aguiar - 1492

 

Rosa-dos-ventos existente na 1ª carta portuguesa assinada e datada que hoje se conhece, aparecida em 1968.

Carta-portulano em pergaminho, típica do Atlântico e Mediterrâneo.

  

 

 mareartenautilus@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Esta carta encontra-se na “Beineck Rare Book and Manuscript Library”, da Universidade de Yale –USA.

Publicada em “Portvgaliæ Monvmenta Cartographica”, Vol. VI, 75-79, Estampa I.

INCM, 1978

 

 

 

 

Rumos 2 - Jorge Reinel - 1540

 

Rosa-dos-ventos existente na carta em pergaminho que representa a Europa Ocidental, a África Ocidental e a costa do Brasil.

Carta-portulano do Atlântico.

 

 

 mareartenautilus@gmail.com

 

 

 

 

Esta carta encontra-se exposta no escritório de uma firma comercial na margem esquerda do rio Arno (Itália) e é propriedade do Barão Ricasoli-Firidolfi.

Publicada em “Portvgaliæ Monvmenta Cartographica”, Vol. I, 45-46, Estampa 15.

 INCM, 1978

 

 

 

 

Rumos 3 - Pedro Reinel – C. 1504

 

Rosa-dos-ventos existente na carta em pergaminho que representa as costas do Mediterrâneo Central e Ocidental, a Europa, o Noroeste de África e a Terra Nova com algumas regiões vizinhas.

 

 

 

 mareartenautilus@gmail.com

 

 

 

 

Esta carta encontra-se na “Bayerische Staatsbibliotek” de Munique, cota “Cod.;icon. 132”.

Publicada em “Portvgaliæ Monvmenta Cartographica”, Vol. I, 25-77, Estampa 8.

INCM, 1978

 

 

 

 

Rumos 4 – Gaspar Viegas - 1534

 

Rosa-dos-ventos existente numa carta em pergaminho que representa as costas Atlântica e Mediterrânica da Europa, a África do Norte e Ocidental e a costa do Brasil.

 

 

 

 mareartenautilus@gmail.com

 

 

 

 

Esta carta encontra-se na “Biblioteca Nacional de Paris”, cota Res.Ge.B. 1132.

Publicada em “Portvgaliæ Monvmenta Cartographica”, Vol. I, 115-116, Estampa 44.

INCM, 1978

 

 Como foi dito anteriormente, esta é uma das cartas que só tenho em sépia. Para o esquema das cores servi-me da Rosa dos Ventos que figura

no site do Instituto Hidrográfico.

 

 

 

 

 

Rumos 5 – Pedro Reinel –C.1504

 

Rosa-dos-ventos existente numa carta em pergaminho que representa as costas do Mediterrâneo Central e Ocidental, a Europa, o Noroeste de África e a Terra Nova com algumas regiões vizinhas.

 

 

 

 

 

mareartenautilus@gmail.com

 

 

 

Não se trata da carta errada. É a mesma da rosa dos ventos apresentada na Rumos 3. Só que esta é a que figura no lado esquerdo da carta e a da Rumos 3 é a central.

 

Esta carta encontra-se na “Bayerische Staatsbibliotek”, de Munique, cota Cod., icon. 132.

Publicada em “Portvgaliæ Monvmenta Cartographica”, Vol. I, 25-27, Estampa 8.

INCM, 1978

 

 

 

 

Rosas dos Ventos na forja"

 

 

 

 

 

12.01.14

1 - Apresentação


marearte

Caros amigos

 

Com o presente blogue pretendo dar a conhecer os resultados do meu trabalho artesanal na área das “coisas” ligadas ao mar, das quais há muito sou aficionado e que tenho produzido ao longo da minha vida, com maior intensidade atualmente.

 

Com este “dar a conhecer” espero despertar o interesse para estas coisas e para a compra destes produtos - dentro duma política de preço justo - pois, juntando o útil ao agradável, espero arranjar espaço em casa para poder continuar, bem como um financiamento para os materiais.

 

Salvo indicação em contrário, todos as obras que forem apresentadas neste blogue são destinadas à venda e, embora sejam peças únicas, estou disponível para a execução de outras similares, por encomenda.

 

As áreas que neste momento trabalho são as seguintes:

 

1 - “Rosas de Ventos na Cartografia Antiga Portuguesa”;

2 – “Arte de Marinheiro”;

3 – “Conquiliologia”.

 

Basicamente as peças são quadros que além da função decorativa, também têm uma função didática.

 

Neste momento já existem peças nas duas primeiras áreas que poderão ser adquiridas através do correio eletrónico deste blogue que é mareartenautilus@gmail.com  e que poderão ser enviadas por correio ou entregues através de outra forma a combinar. Além disto, também vão estar à venda na “Tabacaria do Cinema” (Teatro José Lúcio da Silva) em Leiria.

 

Nos posts seguintes apresentarei as obras para venda.

 

Saudações